09 fevereiro 2015

Não me peça para destruí-lo

Você disse que me queria de qualquer jeito e eu lhe disse que não gostava de me envolver com homens que ainda, fossem inteiros. Que não tivessem sido destruídos. Só para não ter que carregar o fardo de corromper uma alma pura. E a tua alma meu bem, é pura. Não me peça para lhe oferecer o que eu nem tenho.
Desde a minha adolescência, sempre me interessei pelos meninos mais desleixados, mais sinceros e misteriosos. Nunca gostei dos "bons moços", dos que tinham medo de arriscar. A confusão dos outros meninos, sempre era mais atraente. Gostava de ver o brilho no olhar, que cada um deles carregavam. Nem sempre eram felizes, mas viviam como queriam. Hoje em dia, uns mudaram e viraram os tais ''bons moços'', mas outros estão no fundo do poço, corrompidos, sem alma. Seus olhos agora, são buracos negros e carregam uma escuridão sem fim no peito. 
Minha mãe sempre me dizia, que eu gostava dos errados, dos ''tortos'' e hoje concordo com ela.. Talvez gostasse mais deles, por me identificar ou porque tinha medo, um medo que me acompanha até hoje. Tirar a inocência e pureza desses homens, é tão cruel quanto oferecer um saco de balas para uma criança e não deixa-la comer. 
Por mais que eu, inteiramente, queira me envolver com você, eu não posso. Acredite, é melhor assim. Alguns homens merecem serem destruídos, mas você não. Mantenha distância enquanto ainda é tempo, o meu caos não é bom pra ninguém.

Bárbara Martins.